Paulista tem jogo transferido para o Pacaembu após interdição da Rua Javari

Por Redação

O Paulista Futebol Clube disputará sua próxima partida no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, após a Federação Paulista de Futebol (FPF) alterar o local do confronto que seria realizado no Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari. Segundo o clube, a comunicação oficial da mudança foi recebida às 19h13 desta quinta-feira (23). A partida permanece marcada para este domingo (26), às 10h, sendo alterado apenas o estádio que receberá o duelo. De acordo com a FPF, a transferência do jogo ocorreu após o Estádio Conde Rodolfo Crespi ser reprovado em vistoria realizada pela Polícia Militar, impossibilitando a realização da partida no local inicialmente previsto. Em nota, o Paulista informou que respeita a decisão da Federação Paulista de Futebol e das autoridades responsáveis pela fiscalização. No entanto, o clube destacou que o Regulamento Geral das Competições prevê prazo mínimo de dez dias para alterações de mando de campo, observação que será analisada internamente pela diretoria. A equipe afirmou ainda que buscará compreender os motivos que levaram à mudança e acompanhará os desdobramentos do caso. O clube informou que novas atualizações serão divulgadas por meio de seus canais oficiais, mantendo torcedores, parceiros e a imprensa informados sobre o assunto.

Mãe transforma luto em alerta após perder filho e associa tragédia ao vício em apostas online

Por Redação

A dor da perda de um filho levou uma moradora de Jundiaí a transformar o luto em uma missão de conscientização. Menos de um mês após a morte de Lucas Donola da Silva, a empresária Daysi Donola afirma que pretende alertar outras famílias sobre os riscos da dependência em apostas online, problema que, segundo ela, mudou completamente o comportamento do jovem. De acordo com o relato da mãe, Lucas conheceu as plataformas de apostas em 2023 e, aos poucos, passou a apresentar sinais de dependência. Insônia, isolamento, perda de peso, endividamento, dificuldades para manter o emprego e mudanças no comportamento se tornaram cada vez mais frequentes. A família buscou ajuda médica e acompanhamento psiquiátrico, mas enfrentou resistência do jovem em seguir o tratamento. Dias após uma viagem da família, Daysi encontrou o filho sem vida. Desde então, ela afirma conviver diariamente com a saudade e decidiu deixar a casa onde ocorreu a tragédia. Alguns pertences de Lucas, como roupas, óculos, perfume e lembranças da infância, foram guardados como forma de preservar sua memória. Agora, a mãe pretende levar a história do filho para escolas, empresas e campanhas de prevenção. O objetivo é conscientizar jovens e familiares sobre os impactos da dependência em jogos de apostas e incentivar a busca por ajuda antes que o problema tenha consequências irreversíveis. Especialistas alertam que o transtorno do jogo é reconhecido como uma doença e funciona de maneira semelhante à dependência química, estimulando o sistema de recompensa do cérebro por meio da liberação de dopamina. Entre os principais sinais estão a necessidade constante de apostar, dificuldade para interromper o hábito, dívidas, ansiedade, prejuízos nos relacionamentos e no trabalho. O tratamento pode envolver psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico, uso de medicamentos em alguns casos e participação em grupos de apoio. Profissionais da saúde também defendem que o crescimento das apostas online tornou o problema uma importante questão de saúde pública, exigindo ações de prevenção, educação e acesso ao tratamento especializado. Se você ou alguém próximo apresenta sinais de sofrimento emocional ou pensamentos suicidas, procure ajuda imediatamente. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio gratuito e sigiloso pelo telefone 188 e pelo site oficial. Sinais de alerta de que a pessoa pode estar desenvolvendo dependência em jogos de apostas Esses sinais podem indicar um transtorno relacionado ao jogo e merecem atenção. Quanto mais cedo a pessoa buscar ajuda profissional, maiores são as chances de recuperação. Com informações da g1 Matéria com mais detalhes:https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/07/18/mae-associa-morte-do-filho-as-apostas-online-e-promete-transformar-dor-em-luta-contra-o-vicio-para-ajudar-outras-pessoas-silencio-e-perturbador.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=canais&utm_campaign=g1-sorocaba-e-jundiai

Jundiaí ganha novos espaços de lazer com obras em parques e praças da cidade

Por Redação

A Prefeitura de Jundiaí está investindo na modernização dos parques e praças do município para oferecer mais conforto, segurança e opções de lazer para moradores e visitantes. Um dos principais destaques é o Jardim Botânico, que passa por melhorias em sua estrutura. O espaço, que possui cerca de 150 mil m² de área verde, recebeu um jardim aquático no antigo orquidário e contará com novas portarias, sanitários, bancos, mesas, estacionamento e acessos revitalizados. O parque abriga aproximadamente 60 espécies de aves e recebe cerca de dois mil visitantes por semana. A cidade também oferece diversas opções de lazer ao ar livre, como os parques Jardim do Lago, Engordadouro, Ecológico Morada das Vinhas, Botânicos Eloy Chaves e Tulipas, além do Parque do Trabalhador (Currupira) e do Bosque do Jardim Copacabana. As melhorias chegam ainda às praças públicas. A Praça Ayrton Senna, na Vila Guarani, recebeu nova iluminação, poda das árvores e restauração das calçadas. Em breve, o espaço contará com academia ao ar livre, área pet e quadra de areia revitalizada. Já a Praça Parque dos Ipês, no Retiro, ganhará playground, academia, iluminação moderna, acessibilidade e câmeras integradas à Guarda Municipal. O local também foi escolhido para receber um Varejão Noturno, ampliando as opções de convivência e movimentando a economia do bairro. As intervenções fazem parte do projeto de valorização dos espaços públicos de Jundiaí, que busca incentivar o contato com a natureza, a prática esportiva e a ocupação saudável das áreas de convivência espalhadas pela cidade.

Lei do Silêncio muda: horário das 22h deixa de ser regra geral para bares e eventos

Por Redação

Muita gente acredita que fazer barulho é permitido até as 22h e proibido depois desse horário. Mas essa ideia não é totalmente correta e, agora, as regras passam a ser ainda mais flexíveis em alguns casos. Com a mudança, o horário das 22h deixa de ser um limite geral para bares, restaurantes, shows e eventos em todo o país. A partir de agora, cada município poderá definir regras específicas de acordo com o local onde a atividade acontece. Na prática, isso significa que estabelecimentos localizados em polos gastronômicos, turísticos ou destinados ao entretenimento poderão ter horários diferenciados. Já áreas residenciais deverão continuar seguindo regras mais rígidas para preservar o sossego dos moradores. Outro ponto importante é que o barulho excessivo continua proibido em qualquer horário. Ou seja, fazer muito barulho às 15h também pode gerar fiscalização, multas e outras penalidades. As prefeituras passarão a analisar fatores como a intensidade do som, a existência de isolamento acústico, o tipo de atividade desenvolvida, as licenças concedidas ao estabelecimento e até as reclamações feitas pelos moradores da região. As mudanças também valem para restaurantes, academias, igrejas, oficinas mecânicas e outros estabelecimentos comerciais. Nos condomínios, pouco muda. As convenções e os regulamentos internos continuam podendo estabelecer horários próprios para festas e atividades coletivas, sendo as 22h um dos horários mais utilizados como referência. Em resumo, o que muda é que o horário das 22h deixa de ser uma regra única para todos. O controle do barulho passa a levar em consideração o local, o impacto causado à vizinhança e as normas estabelecidas por cada município. O que você precisa saber:

Estudantes de Jundiaí fazem história ao vencer competição internacional e levar pesquisa sobre câncer de mama para o espaço

Por Redação

Pela primeira vez, uma equipe brasileira conquistou o primeiro lugar no ISS Journey, programa internacional que desafia estudantes a desenvolverem experimentos científicos para serem realizados em condições de microgravidade. O feito inédito é das alunas do 8º e 9º ano do Colégio Ser, de Jundiaí (SP), que agora terão sua pesquisa enviada à Estação Espacial Internacional (ISS), em missão prevista para ocorrer entre os meses de setembro e outubro de 2026. As estudantes Beatriz Marques Herculano (14 anos), Giovanna Machado Tasso (14 anos), Lavínia Carboni Berti (14 anos) e Sara Lourenço Panico (15 anos) desenvolveram o projeto intitulado “Análise de células mesenquimais no secretoma e do ducto mamário”, voltado ao estudo dos efeitos da microgravidade sobre células relacionadas ao câncer de mama. A proposta busca compreender como a ausência da gravidade influencia a comunicação celular por meio do secretoma — conjunto de substâncias liberadas pelas células responsáveis pela troca de informações entre elas. A expectativa dos pesquisadores é que as alterações provocadas pelo ambiente espacial possam abrir novos caminhos para futuras pesquisas e tratamentos da doença, que afeta aproximadamente uma em cada oito mulheres ao longo da vida. Projeto será testado no espaço Após vencer a competição internacional, o experimento será enviado para a Estação Espacial Internacional, onde permanecerá por aproximadamente 14 dias em ambiente de microgravidade. Paralelamente, um experimento idêntico será realizado na Terra, permitindo que cientistas e estudantes comparem os resultados obtidos em ambos os ambientes. A análise dos dados permitirá compreender como o ambiente espacial interfere na comunicação das células estudadas, contribuindo para ampliar o conhecimento científico sobre os impactos da microgravidade em processos biológicos complexos. Além do potencial científico, a pesquisa possui grande relevância social por abordar uma das doenças que mais afetam mulheres em todo o mundo. Segundo as estudantes, a escolha do tema nasceu da experiência vivida por uma professora do colégio que enfrenta um tratamento contra o câncer de mama. “Escolhemos o câncer de mama e a saúde feminina porque somos um grupo formado só por mulheres. A gente tem relação com o tema por causa de uma professora nossa com a doença. Foi um tema muito sensível por causa disso também”, afirmou a estudante Lavínia Carboni Berti em entrevista divulgada pela organização do projeto. Mais de 70 equipes participaram da competição Nesta edição do ISS Journey, mais de 70 equipes brasileiras participaram da competição, sendo que apenas dez chegaram à fase final. Ao longo do programa, as estudantes receberam mentoria especializada de um comitê científico e apresentaram seus trabalhos durante o Science Days, evento que reuniu especialistas e equipes finalistas. A competição é promovida pela International School, programa bilíngue da Arco Educação, em parceria com a The Michaelis Foundation. A iniciativa conecta estudantes à ciência espacial por meio do desenvolvimento de experimentos científicos reais voltados à pesquisa em microgravidade. Embora frequentemente associado à NASA e à Estação Espacial Internacional, o programa utiliza a infraestrutura e as parcerias internacionais ligadas às pesquisas espaciais desenvolvidas junto à ISS, permitindo que os experimentos vencedores sejam efetivamente enviados ao espaço. Imersão no Kennedy Space Center Como parte da premiação, as estudantes participaram, na última semana de junho, de uma imersão no Kennedy Space Center Visitor Complex, nos Estados Unidos. Durante a visita, tiveram contato direto com cientistas, especialistas da área aeroespacial e astronautas, ampliando ainda mais a dimensão internacional da conquista. Para Sara Lourenço Panico, a experiência possui um significado que vai além do ambiente escolar. “É muito importante porque mostra que o Brasil é capaz de fazer ciência. Nós não somos apenas o país do futebol e do carnaval. Temos muito mais a mostrar, muito mais a oferecer”, destacou a estudante. Ciência, protagonismo feminino e inspiração O projeto também evidencia o protagonismo feminino nas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), ainda marcadas pela baixa participação das mulheres em diversos países. Além dos conhecimentos científicos envolvidos, as estudantes precisaram dominar conceitos avançados de biologia, metodologia científica e língua inglesa durante o desenvolvimento da pesquisa. Segundo Giovanna Machado Tasso, o ensino bilíngue foi determinante para a conquista. A conquista das quatro jovens pesquisadoras ultrapassa os limites da sala de aula e coloca Jundiaí em evidência no cenário internacional da ciência. O experimento que em breve estará em órbita representa não apenas um avanço acadêmico, mas também um incentivo para que mais meninas se vejam ocupando espaços na pesquisa científica e na exploração espacial. “O inglês abriu muitas portas para nós. Podemos apresentar nosso trabalho para cientistas e pessoas experientes na área, algo que nunca poderíamos imaginar”, afirmou. Se os resultados obtidos em microgravidade confirmarem novas possibilidades de investigação, o trabalho desenvolvido pelas estudantes poderá contribuir para futuras pesquisas relacionadas ao câncer de mama e ao comportamento celular em ambientes extremos, demonstrando que grandes descobertas também podem nascer das salas de aula brasileiras.

Onça-parda volta a ser vista em Jundiaí e reforça necessidade de preservar corredores ecológicos da Serra do Japi

Por Redação

A presença de uma onça-parda em diferentes regiões de Jundiaí voltou a chamar a atenção da população nos últimos dias. Os registros do felino nas proximidades dos bairros Malota, Jardim Samambaia e, mais recentemente, na região do oleoduto da Petrobras, no Jardim Copacabana, reacenderam um debate que vai além da curiosidade provocada pelo aparecimento do animal: como conciliar o crescimento urbano com a preservação da fauna silvestre? Os avistamentos reforçam a importância ambiental do município, que abriga importantes remanescentes de Mata Atlântica e possui ligação direta com a Serra do Japi, uma das áreas de preservação mais relevantes do Estado de São Paulo. A hipótese mais provável é que o animal esteja utilizando corredores ecológicos naturais para se deslocar entre fragmentos de mata existentes na região. O registro mais recente foi realizado por moradores que faziam uma trilha nas proximidades do oleoduto. Segundo relatos, a onça-parda caminhou por alguns instantes em direção ao grupo, observando atentamente a movimentação das pessoas. Ao perceber que todos permaneceram imóveis, o felino retornou tranquilamente para a mata, sem apresentar qualquer comportamento agressivo. Nos últimos dias, moradores também relataram possíveis ataques a pequenos animais domésticos em regiões próximas aos locais dos avistamentos, fato que reforça a necessidade de manter cães e gatos protegidos, especialmente durante o período noturno. Um importante sinal da saúde ambiental Apesar da preocupação natural provocada pelo aparecimento do animal próximo às áreas urbanas, especialistas apontam que a presença da onça-parda é também um importante indicador da qualidade ambiental do município. A espécie necessita de grandes áreas preservadas para sobreviver e percorre longas distâncias em busca de alimento, abrigo e locais seguros para sua permanência. Sua circulação nas proximidades da Serra do Japi demonstra que os corredores ecológicos existentes continuam exercendo um papel fundamental para a conservação da biodiversidade regional. A onça-parda (Puma concolor) está distribuída por praticamente todo o continente americano e possui hábitos predominantemente solitários, discretos e de difícil observação. O ser humano não faz parte de sua cadeia alimentar, sendo extremamente raros os registros de ataques contra pessoas. Sua alimentação é composta, principalmente, por pequenos mamíferos, aves e outros animais silvestres, desempenhando um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas ao atuar no controle populacional de diversas espécies. Como agir em caso de avistamento Diante dos recentes registros, a Prefeitura de Jundiaí divulgou orientações importantes para situações envolvendo o aparecimento do felino. A principal recomendação é não tentar capturar, perseguir ou encurralar o animal. Em caso de encontro, a população deve manter a calma, evitar movimentos bruscos e afastar-se lentamente do local, permanecendo sempre de frente para a onça. Também não é aconselhável aproximar-se para fazer fotografias ou filmagens nem formar aglomerações, atitudes que podem provocar estresse no animal e aumentar os riscos para todos os envolvidos. Entre as medidas preventivas recomendadas estão: Se a onça-parda for vista em ruas, quintais ou outros espaços urbanos, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, além de comunicar a Guarda Municipal ou o Departamento de Meio Ambiente do município, permitindo que profissionais capacitados façam a avaliação adequada da ocorrência. Crescimento urbano e preservação precisam caminhar juntos Mais do que um fato isolado, a presença da onça-parda em Jundiaí evidencia um dos grandes desafios enfrentados pelas cidades brasileiras: promover o desenvolvimento urbano sem comprometer os espaços naturais que garantem a sobrevivência da fauna silvestre. A expansão das áreas urbanas, muitas vezes próxima aos remanescentes florestais, torna cada vez mais frequentes os encontros ocasionais entre pessoas e animais silvestres. Isso não significa, necessariamente, que os animais estejam “invadindo” as cidades. Em muitos casos, são eles que continuam percorrendo caminhos utilizados há décadas, enquanto as cidades crescem ao redor desses ambientes naturais. Nesse contexto, a educação ambiental torna-se uma importante ferramenta para reduzir conflitos e promover uma convivência mais harmoniosa entre seres humanos e a vida silvestre. A presença da onça-parda em Jundiaí deve ser encarada não apenas como um motivo de atenção, mas também como um lembrete do patrimônio ambiental que o município possui. Preservar os corredores ecológicos, proteger áreas de mata e respeitar o espaço ocupado pela fauna são medidas fundamentais para garantir que espécies como essa continuem desempenhando, silenciosamente, seu papel no equilíbrio dos ecossistemas. Em uma cidade que tem na Serra do Japi um de seus maiores tesouros naturais, cada avistamento também nos convida a refletir sobre qual legado ambiental estamos construindo para as próximas gerações.