Como uma pizzaria temática de rock virou um negócio que fatura R$ 50 mil por mês

Por admin

O engenheiro químico Marcelo Alonso transformou o hobby de fazer pães em casa em uma pizzaria inspirada em bandas de rock, com cardápio autoral e música ao vivo Por Redação A cidade de São Paulo (SP) e sua região metropolitana mantêm uma relação afetiva e comercial intensa com a pizza. Trazida pela imigração italiana, a iguaria gerou um mercado robusto que, somente na capital paulista, soma quase 5 mil estabelecimentos em funcionamento, segundo dados de 2025 da Associação Pizzarias Unidas (Apubra). Esse cenário competitivo exige diferenciação por parte dos empreendedores. Em Jundiaí, o engenheiro químico Marcelo Alonso, encontrou na união entre a gastronomia e o rock o modelo para criar o Pizza Rock Bar, uma pizzaria temática que atualmente registra um faturamento médio de R$ 50 mil por mês.

Rota do Vinho: passeio gratuíto pela história de Jundiaí

Por admin

Por: Erica Matsumoto Não é de se admirar que a famosa Terra da Uva possua também sua própria rota dos vinhos. Estamos falando de Jundiaí, município reconhecido por seus roteiros turístico-culturais que movimentam a anualmente cerca de U$ 223,8 milhões, além de gerar uma arrecadação aproximada de R$ 14,3 milhões em Imposto sobre Serviços (ISS), segundo a SMAAT – Secretaria Municipal de Agronegócio, Abastecimento e Turismo. O turismo gera emprego, renda e movimenta a economia local. Instituída em 2006, a rota do Vinho é composta por mais de 20 adegas e vinícolas da região e oferece a seus visitantes um passeio tranquilo, idílico e saboroso, com tours por vinhedos tradicionais, além de museus, fazenda, restaurantes e degustação de bebidas diversas entre brancos, tintos, roses, suaves, finos e frisantes. Entre algumas das adegas da Rota estão: ·   Adega Maziero: Famosa por produzir o “vinho do Papa”, servido na Bento XVI e ao Papa Francisco, quando de suas visitas ao Brasil. ·   Adega Castanho:  Reúne tradição, história e tecnologia de produção. ·  Adega do Português: Uma das únicas com tradição portuguesa na região. ·   Vinícola Saccomani: Oferece passeios guiados pelos vinhedos e vivência na produção. ·  Adega da Família Brunholi – Complexo Brunholli que conta com uma fábrica de vinhos, adega, restaurante, museu e um mini fazenda. ·   Outras paradas comuns: Sítio Fontebasso, Adega Santa Cecília e Vendramin. Os passeios podem ser feitos com veículo próprio gratuitamente, basta acessar www.jundiai.sp.gov.br e ver o mapa da rota. Ou se preferir contratar excursões fechadas que saem da capital paulista. Fonte: https://jundiai.sp.gov.br/; https://sampi.net.br/

Política industrial: o que o Brasil deveria fazer (e ainda não fez)Análise da proposta brasileira e os pontos críticos para o desenvolvimento competitivo e exportador.

Por admin

Política industrial: o que o Brasil deveria fazer (e ainda não fez) A política industrial voltou ao centro do debate econômico mundial após permanecer por cerca de três décadas tratada como um anacronismo pela ortodoxia econômica. A crise financeira de 2008, a guerra comercial entre Estados Unidos e China, as rupturas nas cadeias globais de suprimentos durante a pandemia e a corrida por semicondutores e tecnologias ligadas à transição energética recolocaram o Estado como agente estratégico na definição de setores prioritários ao desenvolvimento. Até mesmo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, historicamente céticos em relação a esse tipo de intervenção, passaram a reconhecer que políticas industriais bem desenhadas podem acelerar a convergência tecnológica. A questão, portanto, deixou de ser se o Estado deve intervir e passou a ser como fazê-lo sem reproduzir o erro clássico de proteger setores que acabam capturando renda sem elevar produtividade ou competitividade. A Coreia do Sul constitui o exemplo mais emblemático desse modelo bem-sucedido. Desde o início da década de 1960, o governo estruturou sua estratégia de desenvolvimento com base em metas de exportação, e não na simples substituição de importações. Crédito direcionado, incentivos fiscais e proteção tarifária concedidos aos chaebols — grandes conglomerados empresariais multinacionais, administrados e controlados por famílias no país sul-coreano — estavam condicionados ao desempenho no mercado internacional: empresas que não atingiam as metas de exportação previamente estabelecidas perdiam os benefícios recebidos. A chamada Heavy and Chemical Industry Drive, lançada em 1973, priorizou segmentos como siderurgia, construção naval e indústria química, tendo a estatal POSCO como um dos principais instrumentos de execução. A disciplina econômica derivava da exposição à concorrência externa, e não da proteção do mercado doméstico, sendo complementada por investimentos contínuos e em larga escala em educação técnica, engenharia e qualificação profissional. A China, por sua vez, adotou estratégia semelhante, adaptando-a às características de sua economia e de seu regime político. A partir de 1978, as zonas econômicas especiais, como Shenzhen, passaram a funcionar como laboratórios institucionais, permitindo a experimentação de regras distintas daquelas vigentes no restante do país. Durante anos, o ingresso de capital estrangeiro esteve condicionado à transferência de tecnologia e à formação de joint ventures com empresas locais. Paralelamente, bancos públicos de desenvolvimento direcionaram crédito de longo prazo aos setores considerados estratégicos, enquanto a avaliação dos dirigentes provinciais pelo Partido Comunista passou a incorporar metas de crescimento econômico e desempenho exportador, estimulando uma competição interna por resultados. Ao mesmo tempo, o país investiu maciçamente na formação de engenheiros e promoveu uma mudança deliberada de sua pauta exportadora, migrando de produtos intensivos em mão de obra (como têxteis) para segmentos de maior intensidade tecnológica (como eletrônicos, veículos elétricos e semicondutores), sempre orientado por metas públicas explícitas, a exemplo do programa Made in China 2025. À luz dessas experiências, o Brasil deveria incorporar essas lições ao aperfeiçoamento do Projeto de Lei (PL) 4.133/2023. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados e atualmente em tramitação no Senado, institui o marco legal permanente da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE). Pelo texto, cada presidente da República deverá apresentar, no primeiro ano de mandato, metas mensuráveis com vigência até o término do primeiro ano do governo seguinte. Dentre os instrumentos previstos, destacam-se o uso de empresas estatais, as exigências de conteúdo nacional, as subvenções econômicas e o crédito subsidiado por meio do BNDES e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além de compras públicas com reserva de mercado. A margem de preferência para produtos nacionais passa de 10% para 20%, podendo alcançar 30% nos casos de bens sustentáveis ou de maior conteúdo tecnológico, regra que também se estende às concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs). As diferenças estruturais entre o desenho brasileiro e os modelos asiáticos concentram-se em quatro aspectos principais. O primeiro é que a proposta nacional privilegia a proteção do mercado interno sem exigir contrapartidas objetivas de resultado exportador nem estabelecer mecanismos automáticos de retirada dos benefícios em caso de descumprimento das metas, como ocorreu na Coreia do Sul e na China. O segundo é que, ao concentrar a disciplina econômica no mercado doméstico, reproduz um risco já comprovado pela experiência da Lei da Informática, de 1991, que concedeu incentivos duradouros sem produzir avanços proporcionais em produtividade, geração de empregos ou participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB). O terceiro refere-se à ausência de um eixo sólido de formação de capital humano, com investimentos em educação técnica e engenharia compatíveis com as metas industriais, componente tratado como indissociável da estratégia de desenvolvimento nos casos asiáticos. Por fim, a vinculação da PITCE ao calendário eleitoral presidencial contrasta com a continuidade institucional observada nos países que obtiveram mais êxito, onde políticas industriais foram conduzidas por estruturas relativamente estáveis e capazes de preservar objetivos de longo prazo independentemente das mudanças de governo. Essas diferenças não diminuem o mérito de conferir ao País um marco legal permanente à política industrial, algo que, atualmente, existe apenas de forma transitória por meio da Nova Indústria Brasil. Contudo, um marco regulatório estável e mecanismos de proteção ao mercado interno, por si sós, não reproduzem os elementos que explicam o sucesso das experiências internacionais. Os casos mais bem-sucedidos combinaram proteção temporária com metas rigorosas de exportação, avaliação permanente de performance, investimentos consistentes em capital humano e instituições capazes de assegurar continuidade às políticas públicas, sem importar o ciclo político. O PL 4.133/2023 avança ao ampliar a previsibilidade regulatória, mas concentra os incentivos na blindagem do mercado doméstico, e não na disciplina imposta pela concorrência internacional — precisamente o fator que distinguiu as experiências de industrialização competitiva das políticas de proteção que não produziram ganhos sustentáveis de produtividade.

“Terra da Uva” consagra mais uma espécie de uva: A Niágara Rosada Sem Sementes

Por admin

Por Erica Matsumoto Consagrada a “Terra da Uva”, a cidade de Jundiaí orgulha-se pelo cultivo da uva Niágara Rosada e por ser responsável por 30% da produção da fruta no estado. O município abriga o Parque da Uva, palco da tradicional Festa da Uva e Expo Vinhos, evento de relevância nacional que tende a ocorrer anualmente, no primeiro trimestre. Fiel ao cultivo da Niágara desde 1933, a fruta passou por várias mutações naturais até chegar a sua mais recente descendente, a Uva Niágara Sem Sementes ou Rosinha, que apresenta o mesmo sabor adocicado mas possuem cachos de cerca de 50% menores que a tradicional. A Niágara Rosada sem Semente passa pelo processo de registro junto ao IAC – Instituto Agronômico de Campinas/Unidade Jundiaí para que, em um futuro próximo, possa ser produzida e comercializada em escala, elevando ainda mais o nome da cidade no meio vinícolo. Outras mutações da fruta Niágara Branca (original) e a Rosada, mais conhecidas pelos consumidores. E outras que só existem em Jundiaí como a Niágara Rosada Gigante, Niágara Rosada Oval, Niágara Branca Oval, Niágara Branca Gigante, Niágara Rajada ou Mesclada, Niágara Rosada Seck e a Niágara Rosada sem sementes Contando com cerca de 20 adegas e vinícolas espalhadas, principalmente, pelos bairros do Caxambu, Roseira e Traviú, Jundiaí que integra a Rota Turística de Vinhos da região, passou a fazer parte, recentemente, do Guia “Rota do Vinho do Estado de São Paulo”. Para quem se interessar em cultivar as novas uvas sem semente, já existem alguns kits disponíveis em viveiros que podem ser encontrados ao preço de R$ 45 a R$ 200 em média, dependendo da época do ano. Fonte: https://jundiai.sp.gov.br/

Avenida 9 de Julho: uma história que atravessa Jundiaí

Por admin

Antes de se tornar uma das avenidas mais conhecidas e importantes da cidade, a Avenida 9 de Julho tinha uma paisagem bem diferente da que vemos hoje. Na década de 1970, a região era marcada pelo Córrego do Mato e por áreas ainda pouco urbanizadas. Com o crescimento de Jundiaí, surgiu a necessidade de criar uma grande via que ajudasse a ligar diferentes pontos da cidade e acompanhasse o ritmo de desenvolvimento urbano. Foi assim que a antiga paisagem deu lugar a uma avenida ampla, moderna para a época, que se tornaria símbolo de progresso e transformação. O nome “9 de Julho” faz referência à Revolução Constitucionalista de 1932, uma data importante para a história do Estado de São Paulo. Hoje, a Avenida 9 de Julho é muito mais do que uma via de passagem. Ela faz parte da memória afetiva dos jundiaienses, guarda lembranças de diferentes gerações e continua sendo um dos cartões-postais da cidade. Uma avenida que nasceu da transformação e se tornou parte da identidade de Jundiaí. A base histórica: a avenida começou a ser construída a partir de 1974, na gestão do prefeito Íbis Cruz, sobre uma região ligada ao antigo Córrego do Mato; o nome homenageia a Revolução Constitucionalista de 1932.

Participação de veículos elétricos cresce no cenário nacional

Por admin

A participação dos veículos eletrificados (elétricos e híbridos) no Brasil tem se intensificado significativamente nos últimos anos. Segundo a ABVE – Associação Brasileira de Veículo Elétrico, apenas no mês de maio foram 44.981 novas unidades vendidas, um aumento de 16,79% com relação ao mês anterior e 170,3% comparado ao mesmo período de 2025. Estima-se que atualmente existam cerca de 712 mil automotores. Desses, pouco mais de 31%, refere-se ao estado de São Paulo, seguido pelo Distrito Federal e Minas Gerais, como os 3 principais polos. O primeiro veículo elétrico da América Latina surgiu no Brasil em 1974, com o engenheiro João Augusto Conrado do Amaral Gurgel. Já a escala comercial, dos elétricos começaram em 2018, com o primeiro Renault Zoe. Segundo o Detran – SP, Jundiaí conta com cerca de 4.400 veículos híbridos e elétricos, computados nos cinco primeiros meses de 2026, o que representa um aumento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. A Prefeitura de Jundiaí realiza testes pontuais em algumas de suas linhas, para implantação de ônibus elétricos, mas nenhum acordo ainda foi firmado. Atualmente o município conta com 244 ônibus em sua totalidade, com a inclusão de veículos com ar-condicionado e adaptados para cadeirantes. Em contrapartida, o município é um dos primeiros órgãos públicos a implementar veículos elétricos para transporte administrativo de pessoal, num investimento de R$ 592 mil. Graças a eles, cerca de 16 toneladas de gás carbônico têm deixado de ser emitidos desde 2023. Atualmente são possui pouco mais de 30 pontos de recarga para veículos elétricos e híbridos espalhados pela cidade, distribuídos em eletro postos, shoppings e outlets. Fonte: https://abve.org.br/; https://jundiai.sp.gov.br/