Mês de conscientização e prevenção do suicídio
Dia 10 de setembro é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, e o mês intitulado Setembro Amarelo, numa campanha nacional dedicada à conscientização e prevenção ao suicídio.
Instituído em 2015 pela ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria em parcerias com o CFM – Conselho Federal de Medicina, o CVV – Centro de Valorização da Vida, entre outros, para o desenvolvimento de mecanismos, palestras, ações e iniciativas para reduzir os índices de suicídio no país.
Segundo dados da OMS – Organização Mundial de Saúde, morrem mais pessoas vítimas de suicídio do que em decorrência do HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios.
O Brasil registra uma média de 38 a 42 suicídios por dia, o que totaliza aproximadamente 14 mil e 15,5 mil por ano, com taxas crescentes e incidência maior entre os indivíduos do sexo masculino, com cerca de 79% do total, enquanto que entre as mulheres registra-se o maior índice de tentativas.
A faixa etária de 30 a 39 anos representa 20% dos números de suicídios no país. Logo em seguida vemos jovens adultos de 20 a 29 anos com quase 20% dos índices. Adultos de meia-idade com 40 a 49 anos respondem por 18% das mortes.
Embora representem uma parcela menor do volume total em comparação aos adultos jovens, as taxas específicas de mortalidade na população idosa são historicamente altas e acumulam forte alta proporcional a longo prazo na série histórica brasileira, especialmente nas faixas acima de 70 e 80 anos.
Já os adolescentes de 15 a 19 anos e os pré-adolescentes de 10 a 14 anos surpreendem com dados que apontam crescimento superiores aos 40% do total, tornando-se um problema grave, uma questão de saúde pública.
Não existe um percentual fixo e definido para as categorias profissionais que mais se suicidam. No entanto, estatísticas mostram que entre os trabalhadores que mais atentam contra a própria vida estão: homens do campo, médicos e veterinários, policiais e profissionais da saúde (técnicos e enfermeiros).
Para eles, não bastasse a rotina cansativa e estressante ainda contam com fácil acesso aos meios letais mais eficazes e conhecimento de uso. Tudo acaba “facilitando” tentativas de suicídio com eficácia.
A ajuda existe! Pode-se contatar o CVV, através do número 188. Disponível 24 horas por dia 7 dias na semana, oferece uma escuta acolhedora e anônima. Redes de saúde pública como UBS – Unidades Básicas de Saúde ou CAPS – Centros de Atenção Psicossocial ou Apoio profissional, através de psicólogos e psiquiatras para um acompanhamento adequado.
Lembre-se são sinais de alerta: o isolamento social, a perda de interesse por atividades habituais, a mudança brusca de humor, sono ou apetite, e o descuido repentino com a aparência ou queda no rendimento.
Fonte: https://setembroamarelo.org.br/

