Estado contabiliza 13 registros na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos; moradores de outras cidades devem verificar e atualizar a caderneta de vacinação
O Estado de São Paulo confirmou o 16º caso de sarampo registrado em 2026. De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), 13 casos foram identificados na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
O registro mais recente envolve uma criança de Guarulhos que não havia sido vacinada contra a doença. Diante do cenário epidemiológico, a Secretaria de Estado da Saúde ampliou a vacinação nos três municípios que apresentam casos confirmados.
Todos os moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo com idade entre 6 meses e 59 anos devem procurar uma unidade de saúde para receber uma dose da vacina, independentemente da situação vacinal anterior.
A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O imunizante está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Orientação para Jundiaí e região
Nos demais municípios paulistas, incluindo Jundiaí e cidades da região, a recomendação é verificar a caderneta e completar o esquema vacinal de acordo com a idade.
Crianças devem receber a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, preferencialmente por meio da vacina tetraviral, que também protege contra a varicela.
Pessoas entre 5 e 29 anos precisam ter duas doses comprovadas. Para quem tem entre 30 e 59 anos, o esquema de rotina prevê uma dose. Quem perdeu a caderneta ou não sabe se está com a vacinação completa deve procurar uma UBS para receber orientação.
Nos três municípios com circulação da doença, bebês de 6 a 11 meses recebem a chamada “dose zero”. Essa aplicação é uma proteção adicional e não substitui as doses previstas aos 12 e aos 15 meses.
Gestantes, crianças menores de 6 meses e pessoas imunossuprimidas não devem receber a tríplice viral sem avaliação profissional e precisam buscar orientação em uma unidade de saúde.

Cobertura vacinal está abaixo da meta
Dados preliminares divulgados pelo Governo de São Paulo mostram que, em 2026, a cobertura da primeira dose da tríplice viral está em 77,5%. Na segunda dose, o índice cai para 65,5%. Os dois percentuais estão abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
A baixa cobertura aumenta o número de pessoas suscetíveis e favorece a circulação do vírus, principalmente em locais com grande concentração de pessoas.
Sintomas e transmissão
O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível. O vírus pode ser espalhado pelo ar quando a pessoa contaminada tosse, espirra, fala ou respira.
Entre os principais sintomas estão:
- febre alta;
- manchas vermelhas pelo corpo;
- tosse;
- coriza;
- irritação nos olhos;
- mal-estar.
Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis devem evitar contato com outras pessoas e procurar atendimento médico. A recomendação é informar previamente à unidade de saúde sobre a suspeita, permitindo que sejam adotadas medidas para impedir a exposição de outros pacientes.
A vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção e de interrupção da circulação do vírus.
Com informações da Secretaria de Estado da Saúde e do Governo de São Paulo.
