Justiça decreta falência do Grupo Ricoy com dívida de R$ 461 mi
Rejeição do plano de recuperação por credores encerra operações da rede de supermercados em SP; processo atinge marcas Vencedor e Russi A Justiça de São Paulo decretou a falência de 33 empresas do Grupo Ricoy, que atua no varejo alimentar com as bandeiras Ricoy e Vencedor Atacadista. Com essa decisão, a recuperação judicial iniciada em novembro do ano passado foi convertida em falência após a rejeição do plano de reestruturação pelos credores da Classe III. A proposta alternativa também não avançou por reunir o apoio de apenas 0,185% dos votos presentes na assembleia, abaixo dos 35% exigidos para votação. A rede tem em cerca de R$ 461 milhões em dívidas sujeitas ao processo, distribuídas entre mais de 4,6 mil credore s.https://d-21717448492218095076.ampproject.net/2608131752000/frame.html Com mais de 40 anos de atuação, o grupo atribuiu a crise ao avanço dos atacarejos e das grandes redes no mercado paulista, à redução das margens, aos impactos fiscais da incorporação do Grupo Russi e à alta dos juros e do custo do capital de giro. A Justiça de São Paulo decretou a falência de 33 empresas do Grupo Ricoy, que atua no varejo alimentar com as bandeiras Ricoy e Vencedor Atacadista. Com essa decisão, a recuperação judicial iniciada em novembro do ano passado foi convertida em falência após a rejeição do plano de reestruturação pelos credores da Classe III. A proposta alternativa também não avançou por reunir o apoio de apenas 0,185% dos votos presentes na assembleia, abaixo dos 35% exigidos para votação. A rede tem em cerca de R$ 461 milhões em dívidas sujeitas ao processo, distribuídas entre mais de 4,6 mil credore s.https://d-21717448492218095076.ampproject.net/2608131752000/frame.html Com mais de 40 anos de atuação, o grupo atribuiu a crise ao avanço dos atacarejos e das grandes redes no mercado paulista, à redução das margens, aos impactos fiscais da incorporação do Grupo Russi e à alta dos juros e do custo do capital de giro. Mesmo com a decretação da falência, a decisão não determina o fechamento imediato de todas as lojas. O destino dos pontos comerciais e dos ativos remanescentes será definido durante o processo de liquidação, enquanto a Vivante Gestão e Administração Judicial ficará responsável por arrecadar e avaliar os bens das empresas. Falta de documentos e redução das atividades A decisão também cita informações apresentadas pela administradora judicial Vivante. Conforme o documento, as empresas deixaram de encaminhar documentos operacionais, financeiros, contábeis e trabalhistas desde o início do ano. Visitas realizadas pela equipe de fiscalização teriam constatado a redução das atividades e o encerramento das operações de 19 unidades que estavam anteriormente em funcionamento. O documento, entretanto, não informa quais lojas foram fechadas A administradora também relatou a utilização, em algumas unidades, de máquinas de cartão que direcionavam os pagamentos para empresas diferentes daquelas que estavam em recuperação judicial. Além disso, a fábrica de laticínios do grupo, localizada no Mato Grosso, estão com as atividades suspensas. Para a Justiça, o caso se enquadra em falência relacionada à rejeição do plano de recuperação e ao esvaziamento patrimonial capaz de provocar a liquidação substancial das empresas e prejudicar os credores . Bloqueio de bens e próximos passos A empresa deverá arrecadar e avaliar bens, documentos e livros contábeis das companhias atingidas. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, ativos financeiros, veículos e imóveis registrados em nome das empresas. Além disso, foram suspensas ações e execuções contra o grupo, ressalvadas as exceções previstas em lei, e proibidos atos de venda ou transferência de patrimônio sem autorização. Após a publicação do relatório, os credores terão prazo de 15 dias para apresentar habilitações ou divergências diretamente à administradora judicial. Situação das lojas da região O documento analisado não esclarece a situação individual das unidades localizadas em Franco da Rocha e Caieiras. Por enquanto, não há na decisão uma determinação expressa de fechamento imediato dessas lojas. O funcionamento e o destino de cada estabelecimento deverão ser definidos durante o levantamento dos bens e a administração do patrimônio das empresas falidas. Também não consta no documento analisado uma manifestação do Grupo Ricoy sobre a continuidade das operações nas duas cidades. Fonte: IG / ECONOMIA
